José Marques, 61 anos, é um antigo ciclista profissional português. Após o final da carreira, foi diretor desportivo de equipas continentais. Nos últimos anos integra a equipa técnica da Federação Portuguesa de Ciclismo. Entre outras funções, é o selecionador nacional de paraciclismo e um dos responsáveis pelo desenho do percurso do Campeonato do Mundo de 2021, que vai realizar-se no Circuito Estoril, Cascais, entre 9 e 13 de junho.

O selecionador nacional acredita que o Circuito do Estoril vai proporcionar uma competição intensa. E talvez surpreenda pelas dificuldades que irá colocar. “O circuito é, essencialmente, plano. Mas vai tornar-se sinuoso, um autêntico rompe-pernas e rompe-braços. Isso acontece devido aos vários topos, não muito inclinados, mas alguns prolongados. Mas também devido ao vento. Em junho sopra principalmente no sentido norte-sul, com alguma intensidade. A reta da meta, em ligeira subida, deverá ter vento de frente”, afirma José Marques, que confessa: “O percurso é mais seletivo do que os gráficos dão a entender”.

Comparando com outros traçados, para que os participantes possam ter uma ideia do que irão encontrar em Portugal, José Marques assegura que “não é tão exigente como Maniago, mas é mais difícil do que a prova de Ostend, onde iria realizar-se o Campeonato do Mundo em 2020”.

O responsável acredita no sucesso desportivo desta competição. Os motivos para otimismo são vários. “Os atletas estão ansiosos por poderem competir. Fazê-lo numa prova com esta dimensão, em que serão atribuídos títulos mundiais, é uma motivação acrescida. Por outro lado, em ano de Jogos Paralímpicos, as seleções querem dar a maior intensidade competitiva aos seus corredores para que estes se apresentem na melhor condição em Tóquio”, esclarece José Marques.

O Selecionador Nacional de Paraciclismo olha também para o Campeonato do Mundo como uma forma de atrair mais praticantes portugueses. “Aquelas pessoas que, perante uma lesão ou uma deficiência, ainda não se sentiram motivadas para praticar desporto, irão encontrar no Campeonato do Mundo um exemplo, talvez seja o momento que as leve a fazer aquele clique que as aproxime do desporto”, sublinha José Marques.

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